LOGÍSTICA DE TRANSPORTE E INTEGRAÇÃO REGIONAL - CÂMARA MUNICIPAL DA SERRA - ES

Câmara Municipal da Serra

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

LOGÍSTICA DE TRANSPORTE E INTEGRAÇÃO REGIONAL

O meio político e empresarial capixaba sempre destaca a potencialidade de desenvolvimento econômico do Estado e da Região Metropolitana, tendo em consideração as boas condições da infra-estrutura existente na região, que envolve inclusive o município da Serra.

Parece incontestável que se dispõe na Região Metropolitana, especialmente na sua parte Norte, onde se situa a Serra, de uma extraordinária rede de infra-estrutura para o desenvolvimento. Deve-se citar a existência de dois portos, Tubarão e Praia Mole, operados por duas companhias exportadoras altamente competitivas no mercada internacional, a CVRD e CST, e dotados de boas condições operacionais e de acessibilidade rodoferroviária.

Relevante também é a existência das rodovias BR-101 e BR-262, que ligam a região às principais metrópoles e centros consumidores do País, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador. Em termos de transportes ferroviários, destacam-se a Estrada de Ferro Vitória a Minas e Ferrovia Centro Atlântica, que se constituem em importante alternativa para o transporte de cargas, cuja potencialidade ainda não é plenamente explorada.

As grandes empresas localizadas na região dispõem ainda de boa capacidade construída de armazenagem e manuseio de cargas em seus terminais e armazéns.

Por fim, cabe registrar a disponibilidade do Aeroporto Eurico Sales, situado em Vitória, no limite com o município da Serra. Esse aeroporto encontra-se em fase de expansão para operar com maior volume e maior diversidade de cargas, devendo ser transformado em um ponto de integração de vários modais de carga, aeroviário, rodoviário e ferroviário.

Todo esse sistema de transporte corta e converge para o território da Serra, formando uma rede de grande relevância para o desenvolvimento do município e da Região Metropolitana. Contudo, deve-se observar que não é suficiente a sua existência enquanto rede física. O que é fundamental desenvolver é sua capacidade logística, ou seja, a sua capacidade de movimentar cargas em frações de tempo cada vez menores e a custos cada vez mais competitivos.

Não se deve desconsiderar também a capacidade competitiva de outras redes de transporte existentes e/ou em processo de construção em outras regiões do País, como é o caso, sobretudo, da rede que converge para o Porto de Sepetiba no Rio de Janeiro.

Muitos estudos regionais realizados sobre a economia brasileira têm apontado a tendência de concentração do crescimento nacional num polígono que vai de Belo Horizonte a Porto Alegre, que exclui o Espírito Santo e Região Metropolitana de Vitória, situados no seu limite Norte. Por outro lado também não são muito animadoras as prováveis conseqüências da implantação dos Eixos Nacionais de Desenvolvimento e Integração, consagrados em Programas de Investimentos do Governo Federal, pois o Espírito Santo encontra-se praticamente excluído de todos os eixos, o que certamente criará muitas limitações à sua competitividade pela atração de novos investimentos e para o seu desenvolvimento futuro.

Pode-se dizer, inclusive, que o bloqueio ao desenvolvimento do Espírito Santo e da Região Metropolitana de Vitória, decorrente de concentração de investimentos em infra-estrutura e logística em outras regiões do País, já se faz sentir no momento atual, pois tem-se mostrado muito difícil a atração de plantas industriais do setor automotivo para o Estado e o Corredor Centro-leste encontra-se visivelmente estagnado em seu processo de desenvolvimento.

Estrada de Ferro Vitória-Minas em Carapina 
 

FONTE: Planejamento Estratégico da Cidade - AGENDA 21

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