Câmara Municipal da Serra

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO

MEIO AMBIENTE E HUMANIZAÇÃO DA CIDADE

A diversidade é a característica marcante do meio ambiente no município, que possui remanescentes de Mata Atlântico, restinga e mangue.

Apesar de ter uma economia fortemente industrializada e urbana, os seus núcleos urbanos ocupam apenas 11,37% do seu território. Parcela bem mais expressiva (23,76%) da área do município ainda é ocupada com remanescentes de floresta nativa (primitiva e/ou em estágios médio e avançado de regeneração), que representam cerca de 30% do total de floresta nativa da Região Metropolitana. Entretanto, esses remanescentes se apresentam em sua maioria em pequenas e descontínuas parcelas, o que inviabiliza a formação de corredores biológicos e compromete a riqueza biológica.

As áreas de restinga e mangue ocupam, respectivamente, 1,77 e 1,46% do território municipal. Deve-se destacar ainda que as áreas destinadas a pastagens, agricultura e muçununga ocupam aproximadamente um terço (38,7%) do município e a área de várzea sujeita à inundação corresponde a 12,2% do solo municipal.

A Serra possui uma vasta rede hidrográfica constituída de pequenos córregos e nascentes, tanto na área rural como na urbana, que deságuam nos seus 23km de litoral banhados pelas águas costeiras do Atlântico. Os córregos da porção Sul e Oeste são contribuintes da bacia do rio Santa Maria da Vitória, da sub-bacia da baía de Vitória e de bacias litorâneas; os córregos da porção Norte são contribuintes da bacia do rio Reis Magos; e os da porção central formam a única grande bacia exclusivamente municipal, a bacia do rio Jacaraípe, que se encontra bastante comprometida qualitativa e quantitativamente. Nessa bacia estão localizadas as principais lagoas do município, Largo do Joara (Capuba) e Jacuném, que têm seu entorno bastante conservado, necessitando, contudo, de ações de preservação, pois possuem grande potencial turístico e podem vir a ser alternativa para o abastecimento para a região.

O potencial de águas subterrâneas do município ainda é desconhecido.

Há grande carência de parques públicos no município, sendo o Horto Municipal o único parque existente.

Há várias Unidades de Conservação instituídas por lei, mas que ainda não dispõem de um plano de manejo que permita uso regular por parte da população. Destacam-se a APA Estadual do Mestre Álvaro (criada em 1991), APA Estadual de Praia Mole (1994), APA Municipal da Lagoa Jacunem (1998) e APA Municipal do Morro do Vilante (1999).


Mestre Álvaro

Existem ainda as seguintes áreas com Grau de Proteção 2 (GP2), identificadas pelo Plano Diretor Urbano: bacia hidrográfica da lagoa Carapebus; área da pedreira e mata paludosa da bacia do córrego Manguinhos em Bicanga; lagoas Jacuném e Capuba; restinga do Rio Reis Magos; remanescentes da Mata Atlântica da região de Caçaroca; manguezal da baía de Vitória e restinga de Capuba.


Lagoa de Carapebus

As áreas verdes localizadas no meio urbano do município em geral não recebem o tratamento adequado. As áreas que separam os platôs e circundam os conjuntos habitacionais foram estabelecidas como reserva legal para formar um cinturão verde e preservar os remanescentes florestais e as nascentes nelas localizadas. Contudo, é crescente o número de invasões registradas pela população local nessas áreas.

Nas praças e grandes avenidas, que são marcantes na paisagem e no ambiente urbano do município, deveriam ser destinados espaços significativos para áreas verdes. No entanto, isso não vinha sendo verificado, tendo passado a ocorrer somente a partir de 1997 com a implementação do Programa de Humanização da Cidade.

Em função da existência de vários conjuntos habitacionais, é grande o número de praças do município. Segundo a SEMMA, nos 118 bairros da Serra, existem 132 praças. Alguns bairros chegam a ter quatro praças (Laranjeiras - 4, Barcelona - 3 e André Carloni - 4), enquanto outros não têm nenhuma praça, como é ocaso de Cidade Continental, Carapina, Eurico Salles, Jardim Limoeiro e Vista da Serra. A maioria das praças, entretanto, encontra-se depredada, em abandono ou parcialmente conservada.

As grandes avenidas existentes no município decorrem da sua extraordinária logística e transporte, que é um aspecto identificado como facilitador do seu desenvolvimento. Porém, os corredores viários, devido à predominância da pavimentação agridem visualmente a cidade, sendo necessária à realização de um tratamento urbanístico para humanizar a paisagem, o que já foi realizado na BR-101 e na Av. Civit II.

Em relação ao esgotamento sanitário, a Serra possui uma boa cobertura, quando comparada à Grande Vitória, pois 39% da população é atendida por sistema de coleta e tratamento de esgoto. Essa cobertura pode ser ampliada para 80% com investimentos não muito vultosos. Nas estações de tratamento existentes, é necessário melhoria da eficiência, principalmente naquelas em que os efluentes são lançados nas lagoas.

Arborização da rua Maestro Antônio Cícero na Serra sede 

FONTE: Planejamento Estratégico da Cidade - AGENDA 21

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